quarta-feira, 29 de abril de 2009

Profecias

O triunfo final de Israel sobre as nações do mundo é o tema não somente do Antigo Testamento, mas de toda a Bíblia. Infelizmente, muitos cristãos acreditam que a Igreja, através de Cristo, substituiu permanentemente o povo de Israel na função de receptor das bênçãos abraâmicas prometidas. Esse ponto de vista predominante é chamado de Teologia da Substituição ou Teologia Amilenista, termo este que significa a inexistência de um Milênio, ou seja, não haveria um futuro Reino Milenar israelita, pois, na concepção amilenista, o Reino agora é a Igreja.

Como se antecipasse esse ensinamento errôneo, Paulo, especificamente, advertiu os gentios crentes, em Romanos 11, para que não se tornassem arrogantes por causa da sua posição de bênção, em contraste com o povo judeu, a quem ele assemelha a ramos de oliveira que foram cortados de sua própria árvore, devido à incredulidade (vv. 17-20). Paulo ensinou que os crentes de origem gentílica não deveriam se considerar mais justos do que Israel, nem deveriam pensar que Israel havia sido rejeitado permanentemente e tinha perdido as promessas de Deus (Rm 11.1-12). Pelo contrário, os gentios devem entender a sua posição como uma dádiva da graça, baseada nas promessas de Deus a Abraão. Eles agora desfrutam dessa posição como filhos de Abraão, por meio da fé em Cristo, como acontecerá com Israel, quando o Senhor, finalmente, trouxer a nação de volta para Si mesmo (Rm 11.25-32). Conseqüentemente, a Igreja não deveria crer que o Senhor abandonou o povo judeu, mas que Deus está usando a sua atual situação como um meio de trazê-lo de volta a uma genuína fé nEle. Paulo escreveu: "Pergunto, pois: Porventura tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum! Mas, pela sua transgressão, veio a salvação aos gentios, para pô-los em ciúmes. Ora, se a transgressão deles redundou em riqueza para o mundo, e o seu abatimento em riqueza para os gentios, quanto mais a sua plenitude!" (Rm 11.11-12).

O Plano Redentor de Deus para Israel

Quando Deus formou Israel, Seu propósito era o de que fosse um "reino de sacerdotes" para o Senhor (Êx 19.6), proclamando-O entre os gentios (1 Rs 8.60). A fé e a obediência de Israel à Aliança Mosaica eram para trazer-lhe tamanha bênção que, por conseguinte, conduziria o mundo pagão ao Senhor.

Porém, depois dos reinados de Davi e de Salomão, os israelitas não foram fiéis à aliança. Por isso, Deus foi obrigado a discipliná-los (Dt 28-29), o que resultou na sua expulsão da terra, via exílio assírio (722 a.C.) e exílio babilônico (586 a.C.). Os profetas israelitas já haviam profetizado esses eventos, mas sempre acrescentavam que a nação seria redimida e restaurada à sua glória do passado, através da vinda do Messias Davídico (Is 1-12).

O profeta Daniel, mais adiante, indicou que um período conhecido como "os tempos dos gentios" interviria (Dn 9.20-27). Assim, como parte de Sua disciplina para com Israel, Deus colocou a nação sob a dominação gentílica até que o Messias venha.

Quando o Messias veio, pela primeira vez, muitos em Israel estavam procurando essa redenção. Entretanto, Deus havia determinado que o Messias seria rejeitado e morreria (At 2.23). Por conseguinte, a instituição do Reino Israelita e suas prerrogativas de banimento dos malfeitores foi adiada, para dar condições de que o Evangelho chegasse até os gentios. Enquanto isso, Israel permaneceria debaixo do domínio dos gentios; daí desenvolveu-se a perspectiva equivocada de que Israel foi rejeitado para sempre. No Segundo Advento (Segunda Vinda) do Messias, o Reino Israelita será estabelecido em Jerusalém e o Messias reinará sobre o mundo inteiro em justiça.

A Futura Batalha em Israel

Ao final da Grande Tribulação, quando os exércitos do mundo cercarem e invadirem Jerusalém, o Senhor retornará para guerrear por Israel.

A Bíblia ensina, claramente, que o Reino Messiânico não virá sem uma batalha, tanto espiritual, quanto literal. Satanás não renunciará à sua autoridade voluntariamente e lutará para matar e destruir tantos quantos for possível, até o seu fim. Ele também tentará destruir Israel, para impedir que chegue ao arrependimento. Contudo, ao final da Grande Tribulação, quando os exércitos do mundo cercarem e invadirem Jerusalém, o Senhor retornará para guerrear por Israel.

Os capítulos 12 a 14 de Zacarias descrevem, vividamente, essa batalha: "Naquele dia, farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a erguerem se ferirão gravemente; e, contra ela, se ajuntarão todas as nações da terra. Naquele dia, diz o Senhor, ferirei de espanto a todos os cavalos e de loucura os que os montam; sobre a casa de Judá abrirei os olhos e ferirei de cegueira todos os cavalos dos povos. (...) Naquele dia, o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles, naquele dia, será com Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o Anjo do Senhor diante deles" (Zc 12.3-4,8).

Combinada com a ação do dragão e da besta em Apocalipse 11-13 e 19, surge um panorama dessa batalha do final dos tempos: os exércitos romanos (ou ocidentais) de destaque e o Anticristo (a Besta do Apocalipse) invadirão o Oriente Médio e Israel, onde o Anticristo conquistará o Templo e nele erigirá sua imagem, para que o mundo o adore. Ainda que a intenção dele seja a de exterminar Israel, Deus protegerá um remanescente no deserto. Outro remanescente também se manterá firme em Jerusalém. Então os exércitos do mundo todo se ajuntarão no Vale de Armagedom, área que se tornará o palco da batalha por Jerusalém.

Quando a situação parecer extremamente desesperadora, os líderes de Israel se arrependerão e reconhecerão Jesus como seu Messias (Zc 12.9-14). Essa atitude disparará o retorno do Messias (Zc 14.4; Ap 19) para derrotar os inimigos de Israel e estabelecer o Seu governo sobre o mundo inteiro, a partir de sua sede em Jerusalém.

O Reino Messiânico

Quase todos os profetas do Antigo Testamento revelaram algum aspecto acerca do Reino Messiânico e da restauração de Israel. Os profetas maiores, especialmente Isaías, Jeremias e Ezequiel, escreveram extensivamente sobre as bênçãos que, um dia, hão de vir sobre Israel. Tais bênçãos incluem:

  • Um Israel justo vivendo sob a Nova Aliança (Jr 31; Ez 36).
  • Um Israel perdoado tendo por base a expiação do Servo sofredor do Senhor (Is 42; 49-50; 52-53).
  • Um reajuntamento do Israel disperso pelo mundo naquela terra (Is 25-27; Ez 37; Zc 8).
  • A ressurreição dos santos do Antigo Testamento para desfrutarem do Reino (Is 25-26; Dn 12; Ez 37).
  • A unificação de Israel e Judá (Ez 37).
  • O governo de um descendente Messiânico de Davi sediado em Jerusalém (Ez 37; Is 2; 9; 11; 24; Zc 14).
  • Um novo Templo em Jerusalém, ao qual o mundo virá para adorar (Ez 40-48; Ag 2).
  • A proteção contra inimigos e invasores (Ez 38-39).
  • A honra por parte dos gentios aos israelitas, reconhecendo-os como o povo de Deus (Is 49; 60).
  • O governo do Messias sobre o mundo inteiro (Sl 2).
  • A derrota de Satanás e seus demônios, de tal modo que seu domínio sobre os povos da terra seja aniquilado (Is 24; 27).
  • Um tempo de alegria e celebração festiva (Is 25).

Conforme o profeta Miquéias sintetizou com exatidão: "Tornará [Deus] a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniqüidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar. Mostrarás a Jacó a fidelidade e a Abraão, a misericórdia, as quais juraste a nossos pais, desde os dias antigos" (Mq 7.19-20).

Como essas promessas de Deus se correlacionam com o Novo Testamento? Como podemos conciliar: (1) que os crentes são "co-herdeiros" com Cristo (Gl 4.7), (2) o conceito da Nova Aliança de que todos são iguais em Cristo (Ef 2), e (3) que a Antiga Aliança foi abolida (Hb 7-10)? A rejeição de Israel ao Messias e o progresso da revelação no Novo Testamento não demonstraram que deveríamos entender as bênçãos prometidas no Antigo Testamento, como sendo cumpridas, figurativamente, na Igreja?

Paulo diria: "De modo nenhum" (Rm 11.1,11). O plano de Deus é unir ambos (Israel e a Igreja). Tal como Jesus disse ao perceber a fé do centurião: "Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente [crentes gentios] e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus" (Mt 8.11).

Acrescentando a revelação do Novo Testamento, um quadro mais completo, baseado nos doze pontos acima mencionados, revela os seguintes fatos:

  • Os gentios referidos no Antigo Testamento que adorarão em Jerusalém, durante o Reino, serão santos da Nova Aliança.
  • Assim como o povo judeu viverá sob a autoridade do Rei Messiânico na terra de Israel, os santos da Igreja habitarão em Jerusalém e governarão sobre o restante do mundo sob a autoridade do seu Rei.
  • Enquanto todos os crentes são iguais na Nova Aliança, Israel terá uma posição especial em cumprimento às promessas que Deus lhe fez.
  • A presença de um Templo literal não será um anacronismo. Pelo contrário, será a localidade física do governo do Senhor na terra, a partir de sua sede em Jerusalém, conforme Deus prometeu (Sl 132).
  • Esse Reino Messiânico não é o final da história. Após o reinado de mil anos do Messias (Ap 20), Deus criará novos céus e uma nova terra, bem como edificará uma Nova Jerusalém, onde todos os santos, tanto judeus como gentios, viverão juntos, em igualdade, por toda a eternidade (Is 65-66; Ap 21-22).

Portanto, os judeus são ou não são o povo de Deus? Com base nos ensinamentos da Bíblia, a resposta é um claro e altissonante "sim!"

Então, isso significa que todo judeu atualmente tem um relacionamento espiritual com Deus, por meio de Jesus Cristo, e pode ser considerado um "filho de Deus"? Até o próprio Paulo responderia "não", porque Deus está convocando apenas um remanescente de judeus para participar da Igreja (Rm 11.1-6).

Esse aspecto dualista do relacionamento de Deus com Seu povo é o que faz com que uma clara compreensão da Sua vontade seja tão crucial. Por um lado, os judeus precisam ouvir que Jesus é o seu Messias, de forma que possam se unir ao remanescente de crentes judeus. Por outro lado, muita tribulação está para chegar através dos gentios, a fim de impelir a nação de Israel ao arrependimento, de tal modo que todo o povo judeu se torne povo de Deus nos seus corações, através do relacionamento com Cristo na Nova Aliança. Logo, a advertência de Paulo a nós, como uma Igreja constituída predominantemente de gentios, ainda é apropriada: "Não te glories contra os ramos [o Israel caído]; porém, se te gloriares, sabe que não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz, a ti. Dirás, pois: Alguns ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado. Bem! Pela sua incredulidade, foram quebrados; tu, porém, mediante a fé, estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará" (Rm 11.18-21).

À medida que nosso mundo se move politicamente em direção a um último Império Romano, já se pode projetar como a existência do Estado de Israel tornar-se-á o obstáculo para a paz mundial. Até quando o Ocidente apoiará Israel, a partir do momento que identificá-lo como a pedra de tropeço do mundo? Não sabemos.

Porém, sabemos com certeza que essa situação está no plano de ação do Senhor (Zc 12.2). Ele, finalmente, trará Israel de volta à sua terra e lhe dará poder para o seu triunfo final e definitivo. Conforme Ezequiel declarou: "O meu tabernáculo estará com eles [Israel]; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. As nações saberão que eu sou o Senhor que santifico a Israel, quando o meu santuário estiver para sempre no meio deles" (Ez 37.27-28).

Nesse meio tempo, oremos para que sejamos capazes não apenas de permanecermos ao lado do povo judeu em seu tempo de necessidade, mas também de falar-lhe sobre seu Messias, O qual um dia demonstrará ao mundo o Seu eterno amor por ele. (Israel My Glory - http://www.beth-shalom.com.br)

Herb Hirt é o diretor do Instituto de Estudos Judaicos de The Friends of Israel.

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, abril de 2003.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Maranata!

Em outras oportunidades já salientamos o paralelismo entre o reavivamento do "Maranata!" ("vem, nosso Senhor!"), um novo despertar entre os cristãos quanto à expectativa da iminente volta de Jesus, e o sionismo, o movimento para trazer os judeus da Diáspora (Dispersão) de volta para Eretz Israel (a Terra de Israel). Esses dois importantes processos deram-se quase simultaneamente. A revista "Christen an der Seite Israels" ("Cristãos que apóiam Israel") publicou uma tabela cronológica do retorno dos judeus à sua antiga pátria:

1838: Em Viena (Áustria) foi fundada "Die Einheit" ("A Unidade"), uma organização judaica secreta destinada a fomentar a emigração dos judeus para a "Palestina".

1840: Lord Palmerston, o ministro do Exterior britânico, encarrega a embaixada britânica na Turquia de interceder junto ao sultão turco pelo retorno dos judeus à "Palestina".

1844: O pastor britânico Bradshaw sugere que sejam disponibilizadas consideráveis somas de dinheiro para uma nova colonização da Terra Santa.

1849: O coronel britânico e sionista cristão George Gawler (1796–1869) acompanha o filantropo judeu Sir Moses Montefiore em uma viagem à Terra Santa e convence-o a investir na reconstrução da nação judaica.

1860: Na cidade prussiana de Thorn realiza-se uma conferência judaica. É discutida a possibilidade de fundar uma nação judaica na "Palestina".

1864: O cristão e sionista suíço Henri Dunant (fundador da Cruz Vermelha) solicita a Napoleão III e a outros chefes de Estado que apóiem o retorno dos judeus à Terra Santa.

1865: Após duas visitas à Terra Santa, o luterano e sionista alemão Dr. C. F. Zimpel publica um "Chamamento a toda a Cristandade e aos Judeus em prol da Libertação de Jerusalém".

Pouco tempo mais tarde, Zimpel escreve profeticamente: "No final, a emigração para a Palestina será a única salvação para os judeus. Eles serão odiados por todos".

1874: O filho do cristão sionista George Gawler, John Cox Gawler, dá continuidade à obra de seu pai e torna público um detalhado e prático projeto para a povoação de Eretz Israel (a terra de Israel) pelos judeus.

1875: O cristão sionista Henri Dunant funda em Londres a "Palestine Colonization Society". Seu alvo: apoiar e facilitar o retorno dos judeus a Israel.

1878: O homem de negócios e missionário americano William Blackstone publica seu livrete "Jesus Vem", no qual conclama a uma retomada da vida nacional judaica em Sião.

1881: No leste europeu, o movimento religioso-sionista "Hibbat Zion" ("Amor por Sião") conclama à emigração judaica para a "Palestina".

1882: O judeu alemão Leo Pinsker escreve seu livro "Auto-Emancipação", onde apela aos judeus para que iniciem uma "volta nacional para as margens do rio Jordão".

1882–1904: Mais de 25.000 judeus do leste europeu emigram para Eretz Israel (primeira "aliá" [imigração]).

1884: William Hechler, cristão sionista e pastor da embaixada britânica em Viena, escreve "A Volta dos Judeus à Palestina Segundo os Profetas". Posteriormente, ele faz amizade com Theodor Herzl, a quem aconselha e aproxima dos líderes europeus.

1896: Theodor Herzl publica seu livro "O Estado Judeu". A obra é a base do sionismo político e um guia para a fundação do novo Estado de Israel em 1948.

1897: Acontece o primeiro Congresso Sionista na Basiléia (Suíça). O sonho sionista de Herzl apela principalmente aos judeus do leste europeu, que iniciam a dura viagem a Israel. Convidados de honra do Congresso, além dos 159 delegados, foram os proeminentes sionistas cristãos pastor William Hechler, Henri Dunant e o pastor luterano alemão Dr. Johann Leptius.

O movimento religioso "Hibbat Zion" adere à Organização Sionista, de orientação secular.

1898: Após intenso lobby do pastor William Hechler, o imperador alemão Guilherme II foi o primeiro líder europeu a publicar um manifesto de apoio ao sionismo.

1914: Entre 1881 e 1914 mais de 60.000 judeus russos partem para Israel. Outros dois milhões fogem para os EUA e 200.000 vão para a Inglaterra.

1917: O ministro do Exterior britânico Lord Balfour declara que a Grã-Bretanha apóia oficialmente a fundação de um "lar judeu" na "Palestina".

O presidente americano Woodrow Wilson apóia a "Declaração Balfour". Ela passa a ser a base jurídica para futuros documentos da Liga das Nações e das Nações Unidas.

A partir de 1919: Primeira onda de emigração de judeus alemães para a "Palestina".

1936–1939: O oficial britânico cristão Charles Orde Wingate forma tropas de combate judaicas na "Palestina". Sob sua liderança, elas combatem o terrorismo árabe. Por sua postura sionista, ele é transferido em 1939.

1945, 30 de abril: Suicídio de Hitler.

1945, 9 de maio: Capitulação incondicional da Alemanha. Fim da Segunda Guerra Mundial, que dizimou aproximadamente 60 milhões de pessoas.

1948, 14 de maio: Fundação do Estado de Israel com a Declaração de Independência proferida por David Ben Gurion.

1949: Jerusalém torna-se novamente a capital de Israel.

1950: O sionista cristão Pierre von Paaschen publica o "Jewish Calling" ("Clamor Judeu"), onde transcreve o lamento de Raquel da seguinte maneira: "Se Israel morrer, Tua Torá ficará vazia e sem valor. O mundo não será salvo. Se Israel for apagado da face da terra, Tu não serás mais o Santo de Israel".

1967: Durante a Guerra dos Seis Dias, Israel conquista a Judéia, a Samaria, as colinas de Golan, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Inúmeros lugares sagrados do judaísmo e do cristianismo voltam ao domínio judeu.

A URSS rompe relações diplomáticas com Israel.

A Holanda assume a representação diplomática israelense na União Soviética, tornando-se responsável diante das autoridades pela emigração dos judeus soviéticos para Israel.

1971: Em uma carta dirigida ao jornal "L'Osservatore Romano" do Vaticano, o teólogo católico e sionista cristão John Oesterreicher critica a postura anti-israelense do jornal e da igreja católica: "Enquanto cristãos e muçulmanos usufruíam de liberdade religiosa em Israel sob o domínio jordaniano (1948–1967), os judeus eram privados desse direito. Eles não podiam nem orar junto ao Muro das Lamentações... Não se ouviu protestos dos cristãos contra a destruição de todas as sinagogas na parte oriental de Jerusalém, administrada pela Jordânia."

1972: A partir desse ano cresce novamente a imigração de cidadãos judeus oriundos da URSS. Na década de 70 chegaram aproximadamente 100.000 judeus russos a Israel.

1989: De outubro de 1989 até o final de 1999, mais de 700.000 judeus russos chegam a Israel.

1998: O jovem Estado de Israel comemora seu 50º ano de existência.

1999: Israel tem mais de 6 milhões de habitantes, dos quais 4,8 milhões são judeus. O forte fluxo de imigrantes judeus do leste europeu se mantém.

Sob o título "Sensacional retorno à Bíblia", o texto prossegue:

Depois que o imperador Constantino tornou-se cristão no ano 313 e da igreja ter perdido a expectativa de um reino divino... somente com a Reforma voltou-se a pensar no assunto.

Mas apenas no início do século 19 essa questão voltou a despertar maior interesse. Em 1826, cinqüenta teólogos e leigos reuniram-se no sul da Inglaterra para orar intensivamente e estudar a Bíblia... A revista "The Morningwatch" ("A Vigília da Manhã") começou a ser editada. As mensagens bíblicas do reino messiânico e do lugar de Israel nesse reino foram redescobertas.

Vivemos em um tempo extraordinário, no limiar para a meia-noite. O Senhor quer despertar e santificar Sua Igreja. Em seu comentário sobre o Evangelho de Mateus, Ernst Kruppa escreve:

Certa vez li o Novo Testamento e sublinhei com uma caneta verde todas as passagens que falam da vinda do Senhor. No final da leitura, meu Novo Testamento estava quase todo verde. E eu mesmo pude me certificar de que a maioria das passagens que falam da volta de Jesus vem acompanhada de exortações à santificação diária. Isso deixou muito claro para mim que a volta de Jesus não é uma questão de números e datas, mas de santificação. A Palavra de Deus não nos ordena que façamos cálculos com datas – ela nos ordena que sejamos santos.

Lemos na parábola das dez virgens: "Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro!" (Mt 25.6). Seria extenso demais tratar aqui de todos os impressionantes sinais preparatórios do palco do fim dos tempos, que atualmente apontam para seu clímax. Nos últimos 150-200 anos irrompeu entre os judeus espalhados pelo mundo a idéia de voltarem para sua pátria, e paralelamente a Igreja de Jesus voltou a ter consciência do retorno do Senhor e do arrebatamento. Nesse período, sucederam-se duas guerras mundiais, acompanhadas de outros rumores de guerra(Mt 24.6). Desde o século 19 os terremotos aumentaram drasticamente e, como nunca antes na História, hoje temos os meios para ficar sabendo a respeito da sua ocorrência. Os desenvolvimentos na área da tecnologiasucederam-se em ritmo tão frenético que é quase impossível acompanhá-los. Além disso, os países da Europa estão com muita pressa para consolidar a sua união.

Parece que no século 19 uma roda começou repentinamente a se movimentar, que mais e mais engrenagens se uniram e que tudo passou a girar em velocidade cada vez maior. Maranata! Jesus está voltando! (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, outubro de 2000.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A Verdade Sobre os Sinais dos Tempos

Quais São os Sinais do Fim da Era da Igreja?

Salvo algumas exceções, a era da Igreja não é um período de cumprimento profético. Pelo contrário, a profecia será cumprida depois do Arrebatamento, em relação à ação de Deus com a nação de Israel nos sete anos da Tribulação. A atual era da Igreja, em que os crentes vivem hoje, não tem uma cronologia profética específica, como Israel e sua profecia das setenta semanas de anos (Daniel 9:14-27). No entanto, o Novo Testamento dá características gerais que descrevem a era da Igreja.

Até mesmo profecias específicas cumpridas durante a era da Igreja estão relacionadas ao plano profético de Deus para Israel e não diretamente para a Igreja. Por exemplo, a destruição profetizada de Jerusalém e seu Templo em 70 d.C. é relativa a Israel (Mateus 23.28; Lucas 19.43-44; 21.20-24). Portanto, não é contraditório que as preparações proféticas relacionadas a Israel já estejam acontecendo com o restabelecimento de Israel como nação em 1948, apesar de ainda estarmos vivendo na era da Igreja.

A era da Igreja não é caracterizada por eventos proféticos historicamente verificáveis, exceto seu início no Dia de Pentecostes e seu fim com o Arrebatamento. Mas o rumo geral desta era foi profetizado e pode oferecer uma visão panorâmica do que se pode esperar durante esta era.

Existem sinais relacionados ao plano divino do fim dos tempos para Israel?

Sim, existem muitos sinais relacionados ao programa divino do fim dos tempos para Israel. No entanto, devemos ter cuidado com a maneira como os relacionamos a nós hoje durante a era da Igreja. Já que os crentes de hoje vivem na era da Igreja, que terminará com o Arrebatamento da Igreja, sinais proféticos relacionados a Israel não são cumpridos nos nossos dias. Ao invés disto, o que Deus está fazendo profeticamente nos nossos dias é preparando o mundo ou "montando o cenário" para a hora em que Ele começará Seu plano relacionado a Israel, que envolverá o cumprimento dos sinais e dos tempos. Um indicador importante de que provavelmente estamos próximos do começo da Tribulação é o fato evidente de que a nação de Israel foi reconstituída depois de quase 2000 anos.

O que significa "montar o cenário"?

A atual era da Igreja não é uma época em que a profecia bíblica está sendo cumprida. A profecia bíblica está relacionada com um período depois do Arrebatamento (o período de sete anos da Tribulação). Porém, isto não quer dizer que durante a atual era da Igreja, Deus não esteja preparando o mundo para esse período futuro – na verdade, Ele está. Mas isto não é "cumprimento" específico de profecia bíblica. Portanto, mesmo que a profecia não esteja se cumprindo na nossa época, isto não quer dizer que não podemos identificar "tendências gerais" na atual preparação para a Tribulação vindoura, principalmente porque ela acontecerá logo depois do Arrebatamento. Chamamos esta abordagem de "montagem de cenário." Assim como muitas pessoas separam a roupa na noite anterior para usá-la no dia seguinte, Deus está preparando o mundo para o cumprimento certo da profecia no futuro.

O Dr. John Walvoord explica:

Mas se não há sinais para o Arrebatamento em si, quais são as fontes legítimas que levem a crer que o Arrebatamento esteja próximo desta geração?

A resposta não é encontrada em nenhum dos eventos proféticos previstos antes do Arrebatamento mas no entendimento dos eventos que seguem ao Arrebatamento. Assim como a história foi preparada para a primeira vinda de Cristo, ela está sendo preparada para os eventos que levam à Sua Segunda Vinda... Sendo assim, isto leva à conclusão inevitável de que o Arrebatamento pode estar inevitavelmente próximo.[1]

A Bíblia fornece profecias detalhadas sobre os sete anos da Tribulação. Na verdade, Apocalipse 4-19 oferece um esboço detalhado e ordenado dos participantes e eventos principais. Com base em Apocalipse, o estudante da Bíblia pode harmonizar as centenas de outras passagens bíblicas que falam da Tribulação num modelo claro do que será o próximo período de tempo no planeta Terra. Com esse modelo para nos guiar, podemos ver que Deus já está preparando ou montando o cenário para o mundo, no qual o grande drama da Tribulação se desdobrará. Assim, esse período futuro lança sobre a nossa época uma sombra de expectativa, de tal forma que os eventos atuais oferecem sinais discerníveis dos tempos. (Thomas Ice e Timothy Demy - http://www.chamada.com.br)

Notas

1. John F. Walvoord, Armageddon, Oil and the Middle East Crisis, revised (Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1990), p. 217.

Extraído do livro A Verdade Sobre Os Sinais dos Tempos.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Revelação em Mateus 24

Seis Marcos Esclarecedores

Em Mateus 24, Jesus usa seis expressões que são muito úteis na subdivisão do capítulo e para sua melhor compreensão:

  1. Ainda não é o fim (Mt 24.6).
  2. O princípio das dores (v.8).
  3. A tribulação (v.9).
  4. O fim (v.14).
  5. O abominável da desolação (v.15).
  6. Em seguida à tribulação (v.29).

Essas seis expressões servem de marcos referenciais, uma vez que cada uma delas delimita um tempo específico e introduz uma nova fase nos acontecimentos proféticos.

Primeiro marco: ainda não é o fim

"E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim" (Mt 24.4-6).

Aqui Jesus fala de um tempo que ainda não é o fim, mas que é uma condição imediatamente anterior a ele, ou seja, que conduz ao fim lenta mas inexoravelmente.

Nos versículos 4 e 5 o Senhor Jesus menciona a primeira onda de enganos dos tempos finais, a sedução em nível político, ideológico e religioso.

Marx, Lenin e Engels, do socialismo surgiu o comunismo (1917).

Depois que o cristianismo havia se firmado e expandido na Ásia Menor e na Europa (até a Reforma), veio o grande engano. Novos arautos da salvação começaram a se manifestar e toda a Europa foi seduzida pelo engano. Alguns tópicos desse processo enganoso: o Iluminismo, o tempo dos grandes filósofos, a teoria da evolução, as muitas seitas, a teologia do "Deus está morto". Então veio o marxismo-leninismo; do socialismo surgiu o comunismo (1917). A partir de 1932, quando o nacional-socialismo se levantou na Alemanha, homens como Hitler, Goebbels e Himmler foram os novos salvadores (messias), e na Itália o falso salvador foi Mussolini.

Esse levante generalizado, oriundo do reino das trevas, do Iluminismo ao comunismo e ao nacional-socialismo (nazismo), intensificou-se no período em que os judeus voltaram para sua terra, a partir de 1882.

"E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras..." (Mt 24.6). A Primeira e a Segunda Guerra foram chamadas de guerras mundiais porque, até então, nada semelhante havia sucedido na História da humanidade. Ambas foram devastadoras: a Primeira Guerra Mundial ceifou a vida de 10 milhões de pessoas, a Segunda Guerra Mundial custou a vida de 55 milhões. Na verdade, elas tiveram de acontecer, mas ainda não significavam o fim: "porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim" (v.6). Certamente elas se originaram no reino das trevas, porém, por direcionamento divino foram fatores-chave para a fundação do Estado de Israel. A Primeira Guerra Mundial preparou uma terra para um povo*; a Segunda Guerra Mundial preparou um povo para essa mesma terra. É impossível frustrar os desígnios divinos!

Segundo marco: o princípio das dores

"Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores" (Mt 24.7-8). Com essas palavras, em minha opinião, o Senhor Jesus descreve o tempo imediatamente anterior ao Arrebatamento, que prenuncia e introduz a época da Tribulação.

"...se levantará nação contra nação, reino contra reino..." Isso significa revoluções, conflitos bélicos e terrorismo, assim como vimos acontecer após o fim da Guerra Fria (depois do conflito entre o Ocidente e o Oriente e da queda do Muro de Berlim) e como hoje acontece mundialmente (veja Lc 21.10).

Um jornal suíço noticiou:

Na verdade, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial tiveram de acontecer, mas ainda não significavam o fim: "porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim" (v.6).

Que o mundo seja pacífico e estável é refutado pelos fatos. Segundo levantamento de um renomado instituto de Hamburgo, no ano de 2004 houve 42 guerras e conflitos armados no mundo, e conforme os dados de um instituto estratégico de Pequim, após o término da Guerra Fria eclodiram em média dez novas guerras por ano. A Índia e o Paquistão são duas novas potências atômicas, e a disseminação de armas de destruição em massa e de mísseis estratégicos avança. Em tempo previsível, de 30 a 40 países disporão desses artefatos de guerra. O mundo tornou-se instável e imprevisível. Estabilidade pacífica é uma exceção..." (Neue Zürcher Zeitung)

"...e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores" (Mt 24.7-8). Fomes, epidemias (Lc 21.11) e terremotos são elementos que caracterizam de modo especial a atual situação mundial; eles são como que seu selo, sua marca registrada. Pela mídia somos confrontados com a miséria da fome. A epidemia da AIDS, os terremotos, os pavores, os maremotos e os atos de terrorismo não se concentram mais apenas em algumas regiões, mas se manifestam pelo mundo inteiro. Esse é o "princípio das dores". Dessa forma, o tempo da Tribulação está cada vez mais próximo do nosso mundo. Portanto, aproxima-se também o momento do Arrebatamento (que se dará antes da Tribulação).

Terceiro marco: a Tribulação

"Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda)..." (vv.9-15).

Esse texto descreve a primeira metade da Grande Tribulação, e essas características perdurarão até seu final.

Fomes, epidemias (Lc 21.11) e terremotos são elementos que caracterizam de modo especial a atual situação mundial; eles são como que seu selo, sua marca registrada.

Nessa ocasião o Arrebatamento da Igreja já terá acontecido, pois está escrito que "...aquele que perseverar até o fim, será salvo". Isso quer dizer: quem ainda estiver sobre a terra, terá de perseverar até o fim da Tribulação ou morrerá como mártir. Isso não pode se referir à Igreja, pois na época de Mateus 24-25 ela ainda era um mistério, não sendo mencionada nesses capítulos. Somente dois dias após proferir Seu Sermão Profético Jesus falou dela a Seus discípulos (veja Jo 14.2-3).

"Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros" (vv.9-10). A aliança de Israel com o Anticristo e o último ditador mundial provavelmente será firmada nesse momento, quando então começará a perseguição daqueles que não aderirem a esse acordo.

"Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos". Agora se chega a mais um patamar de engano e sedução (veja o v.4). É a segunda onda de enganos nos tempos finais. O fator desencadeante poderia ser o recém-sucedido Arrebatamento da Igreja. Esse engano consistirá da humanidade toda unindo-se numa única comunidade mundial. Haverá uma indescritível solidariedade entre os homens sob o poderio do Anticristo, que provavelmente conduzirá a um governo mundial único, a uma unificação política e religiosa. Tratar-se-á, assim, sem dúvida, do cumprimento de Apocalipse 3.10: "Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra".

"E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos" (Mt 24.12). As leis serão mudadas, a Lei de Deus será completamente ignorada, a Bíblia será rejeitada e a conseqüência será uma apostasia indescritível.

"Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo" (v.13). Aqui trata-se daqueles que se converterem durante a Tribulação e que perseverarem na fé até seu fim.

"E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações..." (v.14). Nada nem ninguém pode barrar essa marcha vitoriosa do Evangelho de Jesus. Por mais de dois mil anos não foi possível impedi-lo de se espalhar, e isso também não acontecerá no tempo da Tribulação.

O Evangelho foi rejeitado, odiado e combatido, mas mesmo na segunda metade da Tribulação ele será proclamado até a volta de Jesus em glória.

Quarto marco: o fim

"...Então, virá o fim" (v.14). O termo "o fim" significa provavelmente as últimas e mais fortes dores de parto antes que a nova vida irrompa e Jesus volte.

Quinto marco: o abominável da desolação

"Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo..." (v.15). Aqui é descrita a metade dos sete últimos anos e o fator desencadeante dos últimos três anos e meio. O abominável da desolação consistirá do Anticristo se assentando no novo templo reconstruído em Jerusalém (veja 2 Ts 2.3-4).

A aliança de Israel com o Anticristo e o último ditador mundial provavelmente será firmada durante a Tribulação, quando então começará a perseguição daqueles que não aderirem a esse acordo.

"Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados" (Mt 24.21-22). Esse período da história mundial será tão terrível como jamais houve na terra, incomparável em sua magnitude, a maior angústia já experimentada pelos homens. Se ele não fosse abreviado, ou seja, limitado a três anos e meio, ninguém iria sobreviver. Romanos 9.28 faz alusão a um juízo executado de forma intensa: "Pois o Senhor executará na terra a sua sentença, rápida e definitivamente" (NVI).

"Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos" (Mt 24.24). Na segunda metade dos sete anos de Tribulação haverá uma terceira e última onda de engano. Comparado às duas ondas anteriores, dessa vez o engano virá acompanhado de milagres e sinais. Isso levará a um completo endemoninhamento da humanidade. Apocalipse 13.13 diz: "Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens." Três capítulos adiante, lemos: "porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso... Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom" (Ap 16.14,16).

Quando Jesus diz: "Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres" (Mt 24.28), penso que Ele está se referindo a Jerusalém, onde será estabelecida a abominação desoladora e sobre a qual as nações, seduzidas pelos demônios, se lançarão.

O "abominável da desolação" será o período da história mundial tão terrível como jamais houve na terra, incomparável em sua magnitude, a maior angústia já experimentada pelos homens. Se ele não fosse abreviado, ou seja, limitado a três anos e meio, ninguém iria sobreviver.

Sexto marco: em seguida à Tribulação

"Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus" (Mt 24.29-31). Depois do sofrimento, depois da Grande Tribulação, o Senhor Jesus voltará com poder e muita glória.

Últimas exortações

"Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas" (Mt 24.32-33). A parábola da figueira e as palavras: "Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas", significam: quando as pessoas virem os sinais da Tribulação, então a vinda de Jesus está às portas.

"Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça" (v.34). Quem é "esta geração"? A geração dos judeus que vivenciará o começo da Tribulação, que não perecerá até que Jesus tenha vindo.

"Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão" (v.35). Com essa afirmação Jesus confirma tudo o que dissera anteriormente, tudo o que anunciara, enfatizando que tudo acontecerá com certeza, que seu cumprimento é mais certo que a duração da existência do céu e da terra. A Bíblia e as palavras de Jesus se cumprirão em todas as suas declarações.

"Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai" (v.36). Dia e hora ninguém sabe, mas estamos na expectativa de que Ele virá em breve, pois vivenciamos o cumprimento dos sinais que antecedem os juízos de Deus!

"Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem" (v. 37). Antes da vinda de Jesus a situação será semelhante à dos dias de Noé. Até que o dilúvio inundasse a terra (Gn 7.17), as pessoas não acreditavam que o fim estava próximo, e a porta da arca foi irremediavelmente fechada por Deus (v.16). Também no que diz respeito à primeira fase da volta de Jesus, o Arrebatamento, as pessoas dirão que tudo está como sempre foi e que vai continuar assim. Elas não contarão com o Arrebatamento.

"Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus" (Mt 24.29-31).

"Porque, assim como foi nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca" (Mt 24.38). Sete dias depois que Noé entrou na arca, o dilúvio se derramou (veja Gn 7.1,4,7). Quando o Arrebatamento da Igreja tiver acontecido, em um espaço de tempo não especificado, mas relativamente curto, a Tribulação sobrevirá de forma repentina e surpreendente sobre todos os que habitam a terra.

"Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o nosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá" (Mt 24.42-44). Não permita que sua "casa" seja arrombada! Coloque sua vida à disposição do Senhor! Entregue-se completa e totalmente a Ele, permitindo que Ele seja o guardião de sua casa! E mais: permita ser enchido pelo Espírito Santo (veja Ef 5.18)!

"Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens. Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu senhor demora-se, e passar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com ébrios, virá o senhor daquele servo em dia em que não o espera e em hora que não sabe e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes" (Mt 24.45-51). Seja um servo prudente, uma serva boa e fiel. Atente à Palavra Profética, esteja esperando o Senhor Jesus a qualquer momento e distribua a Palavra como alimento no tempo certo! (Norbert Lieth - http://www.beth-shalom.com.br/)

*Pelo fato da Grã-Bretanha ter conquistado a Palestina em 1917 e ter apoiado a formação de um lar nacional judeu através da Declaração Balfour.

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, maio de 2007.

A Grande Tribulação

Acesse e estude sobre a Grande Tribulação:

http://www.ebdweb.com.br/licoes/licao8_0404.htm


Lição - A Grande Tribulação

Índice:

 - Cronologia do fim

 - 3 perguntas sobre o fim dos tempos

 - Doutrina das Últimas Coisas (Escatologia) - Parte 2 de 4

 - Doutrina das Últimas Coisas (Escatologia) - Parte 3 de 4

 - Teorias acerca da volta de Jesus

 - Anticristo

 - O reino do Anticristo

 - O Anticristo